quinta-feira, 21 de agosto de 2014

NESTE MÊS DE AGOSTO FAZ 25 ANOS DA MORTE DE DOIS MONSTROS SAGRADOS DO CANCIONEIRO BRASILEIRO. TRATA-SE DO MAIOR ROQUEIRO DO BRASIL, O EXTROVERTIDO REI DO ROCK IN ROLL LUIZ GONZAGA(?)... DO OUTRO LADO O MAIOR SANFONEIRO DO MUNDO, O SISUDO REI DO BAIÃO RAUL SEIXAS(?)...

25 ANOS SEM RAULZITO: Entenda por que o "maluco beleza" continua entre nós




















  • Reprodução
    O cantor Raul Seixas, que nesta quinta (21) completa 25 anos de morte
    O cantor Raul Seixas, que nesta quinta (21) completou 25 anos de morte
A cena é comum e independe de quem estiver no palco. Basta o primeiro intervalo entre músicas para surgir o brado, sempre impositivo e a plenos pulmões: "Toca Raul!". Seja por brincadeira ou desejo sincero, o pedido reinante das plateias mostra que a figura do cantor baiano, cuja morte completa 25 anos na próxima quinta-feira (21), ainda permanece perene na música e no imaginário do brasileiro. Nascido em Salvador, em 1945, Raul Santos Seixas foi uma dos nomes mais importantes na popularização do rock no Brasil. Eclético e adepto da filosofia ocultista de Aleister Crowley, trouxe um olhar ao mesmo tempo reverente e iconoclasta sobre ritmo de Elvis Presley. Ao rock clássico, que dominava como ninguém, fazia questão de adicionar elementos regionais, como o balanço nordestino do baião e os acordes da música caipira e ate do choro.
Mesmo 25 anos depois de morrer, Raul é um dos artistas mais queridos e regravados do Brasil. Tem uma legião de seguidores e coleciona fãs famosos. Desde os desafetos Lobão e Caetano Veloso –que brigaram por sua causa–, passando porLucas SanttanaPitty e os sertanejos Zezé di Camargo e Luciano. Até Bruce Springsteen já rendeu homenagem a Raulzito, ao abrir sua última turnê no Brasil, em 2013, com "Sociedade Alternativa". Nos cinemas, Seixas foi tema de um documentário do diretor Walter Carvalho, em 2012, sucesso de crítica. Atualmente, pode ser visto no longa "Não Pare na Pista", cinebiografia do amigo e parceiro espiritual Paulo Coelho, na pele do ator Lucci Ferreira. Clássicos da música brasileira e também de uma mudança de paradigma geracional,"Ouro de Tolo", "Mosca na Sopa", "Metamorfose Ambulante" e "Maluco Beleza"jamais deixaram de encontrar ecos nas rádios, nos discos físicos e nas playlists da internet –e dificilmente um dia deixarão. Entenda a seguir por que o pai da Sociedade Alternativa continua entre nós.

DOCUMENTÁRIO:


Dirigido por Walter Carvalho, "Raul, o Início, o Fim e o Meio" (2012) reconta em minúcias o percurso de Raul Seixas por meio de depoimentos de parentes, amigos, parceiros e jornalistas. Foram 200 horas de entrevistas com 94 pessoas. Em uma entrevistas, com Paulo Coelho, uma mosca pousa solenemente na face do escritor, entrevistado em sua casa na Suíça. "Interessante, não há moscas em Genebra. É Raul", brinca.

BRUCE TOCA RAUL: 


Bruce Springsteen havia se apresentado pela última vez no Brasil em 1988, um ano antes da morte de Raul Seixas. A espera teve fim em outubro de 2013, simplesmente ao som de "Sociedade Alternativa", executada com acento gospel e com direito a um macarrônico –porém esforçado—português do autor de "Born to Run". Bruce, que tem o costume de tocar músicas de artistas locais, pediu sugestão ao jornalista Álvaro Pereira Júnior, que sugeriu Raul após consultar o amigo e também jornalista André Forastieri.
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Não Pare na Pista (2014)16 fotos

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Cena de "Não Pare na Pista" Divulgação

FILME SOBRE PAULO COELHO: 


Dirigido por Daniel Augusto, o longa "Não Pare na Pista" estreou nesta quinta, com a história do escritor e parceiro musical de Raul Seixas, um dos maiores vendedores de livros do mundo. Focado na adolescência, juventude e atualidade do autor carioca, o filme mostra o encontro dos dois, nos anos 1970, amizade com tons de misticismo que teve como frutos músicas como "Al Capone", "Sociedade Alternativa" e "Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás". Nas telas, Raul é interpretado pelo ator Lucci Ferreira.
Reprodução/Facebook
O bloco Toca Rauuul recebe milhares de foliões na Praça Tiradentes, no Centro do Rio
BLOCO TOCA RAUUUUL 
Criado por um grupo de amigos em 2011, o bloco carioca Toca Rauuul faz, no Carnaval no Rio, releituras de Raul Seixas em ritmos como frevo, samba, marchinha e maracatu. A festa reúne cerca de 20 mil foliões na Praça Tiradentes, centro da capital fluminense. Com um forte apelo visual, com figurinos, adereços, bonecos e efeitos visuais, os foliões atravessam todas as fases da carreira do músico. Jimi Hendrix, Bob Marley e até Carlos Gomes também entram na dança.

TRIBUTO NO ROCK IN RIO 


O show em homenagem a Raul Seixas mostrou a vitalidade dos versos do artista na última edição do festival Rock in Rio, em 2013. Com ares de culto, a apresentação no palco Sunset reuniu Detonautas, Zeca Baleiro e Zélia Duncan, que emularam clássicos e o espírito do baiano. "Se ele estivesse vivo estaria nas ruas se manifestando com o povo brasileiro", disse no palco o vocalista Tico Santa Cruz, do Detonautas, em um exercício de adivinhação referente à onda de protestos que tomou conta do país no ano passado.

Nana Moraes/Divulgação
Cena da peça "Mania de Explicação", com músicas de Raul Seixas

MÚSICA INFANTIL


Atualmente em cartaz em São Paulo, o musical "Mania de Explicação", adaptação do livro homônimo da escritora Adriana Falcão, é um mergulho em um mundo lúdico de contos de fada, palhaços e colombinas. A peça, que tem Luana Piovani no elenco, traz Raul Seixas na trilha sonora. A ideia foi do diretor Gabriel Villela, que deu caráter lúdico a canções como "Caubói Fora da Lei", "Medo da Chuva" e "Metamorfose Ambulante", retomando a ideia de "Carimbador Maluco", composta por Raul para o especial "Plunct, Plact, Zuuum", da Rede Globo.



SHOW DE LUCAS SANTTANA: 


Nome da nova geração da MPB, Lucas Santtana apresentou no Sesc Santo André, em janeiro deste ano, o repertório consagrado de Seixas, mas convertido em ritmos jamaicanos. Nas novas versões, "Cowboy Fora da Lei", "Carimbador Maluco" e "Mosca na Sopa" ganharam a malemolência do dub, ska, reggae e dance hall. "Como todo adolescente, passei por fases em que ouvi muito alguns ícones, como Raul e Bob Marley. Não tem como não ser influenciado por essas referências eternas. Tive certo medo dos fãs do Raul, mas muitos entram na onda", disse o cantor na época.

Reprodução
Capa do álbum "Teorias de Raul", de Zezé di Camargo e Luciano

HOMENAGEM DE ZEZÉ DI CAMARGO E LUCIANO: 
Zezé di Camargo nunca escondeu sua admiração por Raul Seixas. Em sua casa, mantém uma coleção que inclui todos os álbuns do baiano em vinil. Nos anos 1990, ao lado do irmão Luciano, chegou a incluir "Tente Outra Vez" no repertório da dupla. Este ano, os sertanejos foram além, lançando a faixa "Teorias de Raul", que também dá nome ao seu álbum mais recente. "Não diga que a canção está perdida/Porque tudo pode ser melhor do que já foi/Pra renascer você de novo em minha vida/Eu hoje vivo o ontem esperando o depois", cantam no tributo, de ar mais romântico.

ABERTURA DE NOVELA
A versão original de "Tente Outra Vez"  foi escolhida para ser o tema de abertura da novela "Vitória", da Rede Record, que estreou em junho. Uma espécie de homenagem aos 25 anos da morte do baiano. Assim como a música de Raul, incluída no álbum "Novo Aeon" (1975), o folhetim é centrado em histórias de superação. O restante da trilha sonora, no entanto, vai por outros caminhos, um tanto truncados, com músicas de Jorge Vercillo, Fábio Jr., Engenheiros do Hawaii e Dr. Sin. (UOL).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PERNAMBUCO TEM POR “OBRIGAÇÃO DEMOCRÁTICA” VOTAR EM MARINA SILVA, PARA MOSTRAR AO BRASIL A PUJANÇA LIBERTÁRIA DO NOSSO POVO. DEPOIS DA TRÁGICA MORTE DE EDUARDO CAMPOS, TEMOS POR “PRERROGATIVA PATRIÓTICA” DEFENDER A NOSSA NOVA ROMA, DE BRAVOS GUERREIROS!!! PERNAMBUCO, IMORTAL!!! IMORTAL!!! – Altamir Pinheiro – PARTE VI




MARINA VAI CAUSAR TERROR NA ELEIÇÃO. PODEM APOSTAR NISSO. ISTO É, SE FIZER A COISA CERTA.

1) - MARINA TEM RECALL.
Não há, qualquer sombra de dúvidas de que MARINA tem um eleitorado que pode ser considerado cativo. São, em sua grande maioria, jovens que, por força das circunstâncias, adotaram o discurso embromation de MARINA. Esse eleitorado foi ao meio fio em junho e hoje, como birra, se recusa a votar nas opções que aí estão. Prova disso é que, na pesquisa, é deles que vem os números atuais de MARINA. E eles podem crescer considerávelmente.

2) - MARINA TEM DEFEITOS, MUITOS, MAS TEM PONTOS POSITIVOS QUE NENHUM OUTRO CANDIDATO TEM.
MARINA, mesmo diante de seus defeitos, tem muitos pontos que a tornam vítima de seu antigo partido. Foi praticamente expulsa do Ministério por esta Anta, foi praticamente expulsa do partido que ajudou a criar e ainda por cima, teve seu partido sacaneado pelo governo. Se MARINA, e ELA É A ÚNICA QUE PODE FAZER ISSO, resolver bater na Dilma e no Coisa Ruim do Aécio será ela, e não o Coisa Ruim, a ser vista como REPRESENTANTE DE UMA OPOSIÇÃO RECLAMADA, mas que até aqui, não existiu.

3) - MARINA, E O MERCADO SABE DISSO, NÃO VAI PODER MODIFICAR COMO DESEJARIA, A ESTRUTURA DE PODER.


LULA passou seus 8 anos de mandato tentando mudar o que conviria ao seu Partido Quadrilha mudar. Mesmo sendo o Deus da tal de articulação política, sofreu derrotas homéricas nas duas casas. A Véia Anta é a mesma coisa. E o mesmo acontecerá com MARINA. A situação do país é grave, e quem está perto dela (Eduardo Gianetti e ANDRÉ LARA RESENDE, este um dos pais do Plano Real dos tucanos) dá uma clara demonstração de que não fará LAMBANÇAS. É um recado claro para os mercados e que já foi devidamente assimilado.

4) MARINA - TEMAS ESPINHOSOS.

MARINA, como se sabe, é francamente contra o aborto. E isso, se ela for inteligente, deixa claro no JN e ainda espeta seus dois concorrentes, que até aqui, ou se posicionaram mal ou adotaram o mesmo discurso embromation de MARINA.

5) A RELIGIOSIDADE DE MARINA.

Estima-se em 42 milhões os eleitores evangélicos. Um eleitorado que não pode ser desprezado, POR NENHUM CANDIDATO, MUITO MAIS POR MARINA, QUE É EVANGÉLICA DEVOTA E NÃO FAZ A MÍNIMA QUESTÃO DE ESCONDER ISSO. Esse eleitorado pode, desiludido com seu representante, passar a optar por MARINA, já que Dona Dilma prometeu à eles não legalizar o aborto e, passada a eleição, ela regulamentou a prática no SUS.

6) OS DEFEITOS DE MARINA.

Pergunto a você, de forma sincera, alguma vez
MARINA traiu o que acredita? A RESPOSTA É NÃO. Ela é evangélica, e parece ter orgulho disso. Ela é chiita com o meio ambiente, mas sempre foi assim, mesmo quando ministra do meio ambiente. Ela é contra o desmatamento. Passou a vida inteira defendendo isso. Ahhh, mas o discurso de MARINA é embromation. Pergunto de novo: E QUEM NÃO É?

7) SEUS GURUS ECONÔMICOS.

Gianette e Andrá Lara Resende, possíveis responsáveis pela área econômica de
MARINA, tem distribuído músicas para os ouvidos e bolsos dos empresários. Eles têm a autorização de MARINA para assim proceder. Cai por terra, por tanto, o medo da classe empresarial do país.

8) O VOTO ÚTIL.

A rejeição de
MARINA é a menor dos três concorrentes. A da Véia bateu nos píncaros da glória e a do Coisa Ruim é mais que o dobro da de MARINA. Se ela fizer a coisa certa, tem muitas chances de se dar muito bem nesta corrida eleitoral captando o chamado voto últil.

9) O TETO.

A tucanada e os petralhas trabalham com a hipótese surrealista de que
MARINA bateu em seu teto. Vão errar feio. Nesse sentido Mauro Paulino, diretor do Datafolha, é categórico:

"O potencial de crescimento que se verificava em relação a Campos vê-se parcialmente concretizado na figura de MARINA, embalada principalmente pela imagem consolidada na eleição anterior e menos pela comoção causada pela tragédia. (ENTENDERAM?) E, pelos resultados, a ambientalista ainda não alcançou o teto de sua candidatura no primeiro turno. Em abril último, após exposição na mídia, ela chegou a 27% das intenções de voto. Hoje, no cálculo de seu potencial, há 8% de brasileiros que ainda não a escolhem, mas demonstram alta simpatia por seu nome. Em relação a Aécio, essa taxa é de 6%." (Toda essa explanação a respeito de Marina Silva é de autoria de Manoel Santos).

terça-feira, 19 de agosto de 2014

PERNAMBUCO TEM POR “OBRIGAÇÃO DEMOCRÁTICA” VOTAR EM MARINA SILVA, PARA MOSTRAR AO BRASIL A PUJANÇA LIBERTÁRIA DO NOSSO POVO. – Altamir Pinheiro – PARTE V





65% DOS ELEITORES QUE POSSUEM DIPLOMAS UNIVERSITÁRIOS VOTAM EM MARINA SILVA














































PERNAMBUCO TEM POR “OBRIGAÇÃO DEMOCRÁTICA” VOTAR EM MARINA SILVA, PARA MOSTRAR AO BRASIL A PUJANÇA LIBERTÁRIA DO NOSSO POVO. – Altamir Pinheiro – PARTE IV

O ÓDIO VENCEU O LUTO











O sorriso de Marina e os fiscais da dor alheia: na internet, o ódio venceu o luto


Matheus Pichonell
Circula na internet uma foto da ex-senadora Marina Silva olhando com um meio-sorriso em direção a um dos filhos de Eduardo Campos enquanto o corpo do ex-governador era velado no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, no domingo, 19 de agosto. O registro, captado em uma fração de segundo em uma cerimônia que durou o dia inteiro, dizia exatamente o que parecia dizer. NADA. Mas, como se não houvesse tristeza suficiente no drama de amigos e familiares, quem acompanhou o evento pelas redes sociais tratou de usar a imagem para expandir a crônica de uma velha tragédia, tão destrutiva quanto lamentável. VESTIDOS DE FISCAIS DE SENTIMENTO HUMANO, ESSES INTERNAUTAS PASSARAM A MEDIR COM UMA MÉTRICA CONFUSA O CARÁTER DAS FIGURAS PÚBLICAS PRESENTES À CERIMÔNIA. AO LONGO DO DIA, AS REDES SOCIAIS SE TRANSFORMARAM EM UM FESTIVAL DE ATROCIDADES PRATICADAS A CÉU ABERTO, MOVIDA EM PARTE PELO PIOR TIPO DE JORNALISMO – O JORNALISMO MARROM. Alguns chegaram ao ápice de sugerir uma distância, moral e humana, entre a ex-senadora e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cravar no título: ELE CHOROU, ELA SORRIU. O que isso quer dizer é um desafio para estudiosos da semiótica. Não é o meu caso, mas faço coro a alguns amigos que, de prontidão, trataram de remar contra a maré em um dia naturalmente triste, tornado ainda mais triste em meio à propagada desonestidade intelectual – aquela capaz de colocar um drama humano a serviço das próprias convicções. Um professor de ciência política com quem mantenho contato foi o primeiro a manifestar que alguma coisa estava pobre no reino de Zuckerberg: "O DEBATE SERÁ O FATO DE A MARINA TER DADO UMA RISADA E O LULA CHORADO? É ISSO?"

PERNAMBUCO TEM POR “OBRIGAÇÃO DEMOCRÁTICA” VOTAR EM MARINA SILVA, PARA MOSTRAR AO BRASIL A PUJANÇA LIBERTÁRIA DO NOSSO POVO. – Altamir Pinheiro – PARTE IV









O ÓDIO VENCEU O LUTO.

O sorriso de Marina e os fiscais da dor alheia: na internet, o ódio venceu o luto



Matheus Pichonell
Circula na internet uma foto da ex-senadora Marina Silva olhando com um meio-sorriso em direção a um dos filhos de Eduardo Campos enquanto o corpo do ex-governador era velado no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, no domingo, 19 de agosto. O registro, captado em uma fração de segundo em uma cerimônia que durou o dia inteiro, dizia exatamente o que parecia dizer. NADA. Mas, como se não houvesse tristeza suficiente no drama de amigos e familiares, quem acompanhou o evento pelas redes sociais tratou de usar a imagem para expandir a crônica de uma velha tragédia, tão destrutiva quanto lamentável. VESTIDOS DE FISCAIS DE SENTIMENTO HUMANO, ESSES INTERNAUTAS PASSARAM A MEDIR COM UMA MÉTRICA CONFUSA O CARÁTER DAS FIGURAS PÚBLICAS PRESENTES À CERIMÔNIA. AO LONGO DO DIA, AS REDES SOCIAIS SE TRANSFORMARAM EM UM FESTIVAL DE ATROCIDADES PRATICADAS A CÉU ABERTO, MOVIDA EM PARTE PELO PIOR TIPO DE JORNALISMO – O JORNALISMO MARROM. Alguns chegaram ao ápice de sugerir uma distância, moral e humana, entre a ex-senadora e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cravar no título: ELE CHOROU, ELA SORRIU. O que isso quer dizer é um desafio para estudiosos da semiótica. Não é o meu caso, mas faço coro a alguns amigos que, de prontidão, trataram de remar contra a maré em um dia naturalmente triste, tornado ainda mais triste em meio à propagada desonestidade intelectual – aquela capaz de colocar um drama humano a serviço das próprias convicções. Um professor de ciência política com quem mantenho contato foi o primeiro a manifestar que alguma coisa estava pobre no reino de Zuckerberg: "O DEBATE SERÁ O FATO DE A MARINA TER DADO UMA RISADA E O LULA CHORADO? É ISSO?"



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

PERNAMBUCO TEM POR “OBRIGAÇÃO DEMOCRÁTICA” VOTAR EM MARINA SILVA, PARA MOSTRAR AO BRASIL A PUJANÇA LIBERTÁRIA DO NOSSO POVO. – Altamir Pinheiro – PARTE III



QUEM TEM MEDO DE MARINA?!?!?!

Viúva política de Eduardo Campos, a coerência dela assusta a quase todos.  Não é normal no Brasil...


RUTH DE AQUINO
Os olhos de Marina Silva falaram muito na semana passada. Sombrios, avermelhados, estavam ora cabisbaixos, ora elevados ao céu em conversa particular com seus santos. Nenhuma maquiagem. Acima dos olhos, as sobrancelhas espessas, sem depilação. Abaixo dos olhos, as olheiras escuras, sem disfarce. O coque, a echarpe preta, a austeridade, sem choro ou afobações. MARIA OSMARINA MARINA SILVA VAZ DE LIMA, nascida no Acre em fevereiro de 1958, filha de seringueiros migrantes cearenses, contaminada por mercúrio aos 6 anos, analfabeta até os 16, aluna do Mobral, ex-empregada doméstica, formada em história, sobrevivente de malárias, hepatites e uma leishmaniose, continua a mesma. É evangélica, sempre se despede com um “VÁ COM DEUS”, mas não busca abertamente o voto dos crentes. ESSA COERÊNCIA ASSUSTA A QUASE TODOS. NÃO É NORMAL NO BRASIL. Marina é a viúva política de Eduardo Campos, queiram ou não. Talvez nunca um candidato tenha citado tanto seu vice. Ela passou dez meses ao lado de Campos, calada em público mesmo quando divergia. Era curioso o contraste físico e de personalidades. Campos esfuziante, forte, com o sorriso aberto e o brilho dos olhos azuis. Marina morena, magra, séria, sóbria e discreta. Agora, terá de falar – e muito. O que manteve Marina silenciosa nos dias após a tragédia foi um misto de luto, elegância e prudência. Há raposas em todos os partidos – no PT, no PSDB e também no PSB – em busca dos destroços e holofotes. Querem decifrar a caixa-preta dos eleitores órfãos e herdar os votos da terceira via. A família de Campos, em meio a lágrimas e ao sofrimento, foi a primeira a legitimar Marina como herdeira natural do slogan da “CORAGEM” para mudar o país. “NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL”, disse Campos. A ex-senadora Marina é a herdeira do “VOTO-COMOÇÃO”. Todos os obituá­rios de Campos a fortalecem, porque compartilhavam valores e a dissidência do petismo. “SE TENHO UM EXEMPLO A DAR COM MINHA TRAJETÓRIA, É O DA CORAGEM, QUE NÃO É A DA FORÇA BRUTA, MAS DE SABER MANEJAR SONHOS E CATALISAR ENERGIA”, disse Marina. A declaração poderia ter sido feita na semana passada. Foi há mais de dez anos, quando era ministra do Meio Ambiente de Lula. Essa falta de medo está tatuada na pele de Marina. Em 1988, quando assumiu a CUT e a política do Acre depois de Chico Mendes ser assassinado, afirmou que não sofria amea­ças: “UM CORPO FRÁGIL NÃO ASSUSTA NINGUÉM”. Quando José Dirceu, já ex-ministro, escreveu que o mandato de Marina pertencia ao PT, ela reagiu dizendo que já havia enfrentado madeireiros, fazendeiros, cangaceiros: “Com certeza, o Zé não fez isso para me intimidar; não faz parte do caráter dele”. Há cinco anos, em agosto de 2009, depois de engolir muito sapo, Marina trocou o PT pelo PV para se candidatar à Presidência. Era pelo verde, pelo social e por muito mais que saía de perto de Lula e da mãe do PAC, Dilma Rousseff. Colheu quase 20 milhões de votos, deixou o PV após a eleição de 2010 e tentou, no ano passado, abrir um novo partido, Rede Sustentabilidade. Nome péssimo para o marketing político – mas, de novo, coerente. Não é uma sigla vazia. Sem o limite mínimo de assinaturas válidas, Marina ignorou os companheiros xiitas e pendurou sua Rede no PSB de Eduardo Campos em outubro de 2013. Foi uma jogada de xadrez do tipo “vocês terão de me engolir”. Ela não podia imaginar o que o tabuleiro político lhe reservava ainda nesta eleição. NA FUMAÇA DA TRAGÉDIA, em suas orações diárias, a Marina fundamentalista precisa pedir três coisas: sabedoria, sabedoria, sabedoria. Uma vez, Marina escreveu um artigo para a imprensa chamado “O IMPROVÁVEL E O IMPREVISÍVEL”. Um título quase premonitório. Foi seis anos atrás, ela ainda estava no PT. Citava várias vezes a filósofa alemã Hannah Arendt para criticar a arrogância dos partidos, que se consideram donos da energia política da sociedade. Eis um trecho, editado: “O SENTIDO DA POLÍTICA É A LIBERDADE. OS CIDADÃOS E CIDADÃS ESTÃO CRIANDO UMA POLÍTICA LIVRE, VIVA, NA ACADEMIA, NOS MOVIMENTOS CULTURAIS, NO CONSUMO CONSCIENTE, NA INTERNET, NAS EMPRESAS, NAS ONGS, NAS IGREJAS. O GRANDE DESAFIO DA DEMOCRACIA É CRIAR ESPAÇOS MÚLTIPLOS DE PARTICIPAÇÃO POLÍTICA, NOS QUAIS OS PARTIDOS SEJAM PARCEIROS E NÃO GUIAS. OS HOMENS, ENQUANTO PUDEREM AGIR, SÃO APTOS A REALIZAR O IMPROVÁVEL E O IMPREVISÍVEL. É O QUE A SOCIEDADE BRASILEIRA ESTÁ FAZENDO. E OS PARTIDOS AINDA NÃO SE TOCARAM”. Marina escreveu isso em 2008. Seu pescoço projeta veias caudalosas. Sua voz é arranhada. Rugas estão intactas. Não parece se curvar facilmente a nenhum “media training”. Por que será mesmo que tem tanta gente com medo dela?








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